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20090630


no ano da pergunta "quem vigia os vigilantes?"...



Reportagem da Revista Veja de 1986:

"Roseana, na verdade, pertence ao quadro de funcionários permanentes da Casa, mesmo sem ter prestado nenhum concurso público, como exige a lei. (...) O 'trem da alegria' no qual a filha de Sarney foi embarcada passou pelo Senado no dia 14 de janeiro de 1985."




fontes:

www1.folha.uol.com.br/folha

oglobo.globo.com/economia/miriam

http://poncheverde.blogspot.com/2009

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20090626


movimentos do tempo (reflexões)



Este meu b’log nunca serviu para desabafos pessoais “íntimos” (que idéia ridícula, ter “intimidade” exposta ao mundo assim...) , como é comum a outros inúmeros b’logs. Porém, esta semana, me senti realmente tentado!

Uma conversa com pessoas com quem trabalho e outra com alunos de ensino médio para quem palestrei refrescou minha memória sobre a impressionante extensão dos “maus-entendidos”, da má interpretação do que alguém diz, em nossas vidas. Não somente por escrito, não somente através do “telefone sem fio” (algo que alguém disse que outro alguém contou que outro alguém ouviu), e sim principalmente na conversa frente a frente. É inacreditável como podemos estar diante de uma pessoa, falando no mesmo idioma e usando palavras de conhecimento comum e, mesmo assim, não sermos entendidos. A incompreensão (geralmente seguida de desânimo e /ou irritação) é como a gravidade: onipresente e sempre pronta para nos agarrar.

Felizmente, minha fé no limite do ridículo me fez refinar meu impulso de desabafo em uma reflexão e, por aí, redescobri o elemento óbvio que tornou a incompreensão tão banal: o tempo. Ou, como nós enlouquecidamente costumamos dizer, a “falta” de tempo. Como se fosse possível faltar realmente uma coisa assim.

Com as tarefas do dia a dia, não podemos realizar tudo o que queremos no tempo que pensamos que deveríamos. “Falta” tempo quando é pouco, “falta” tempo quando é demais. O corpo, a mente e a vontade se desgastam no esforço pelo impossível. O tempo se torna o nome que damos à ilusão de um inimigo que nós mesmos criamos. Muitas vezes o criamos em nossas mentes, em nossa “intimidade”, e muitas vezes o criamos em grupo, em nossas “práticas”.

No primeiro caso, tempo “demais”. Se aguardou tempo demais para dizer coisas que já não valiam como informação, e que, por outro lado, acumulavam carga emocional anteriormente contida. E o tempo presente trazia novas urgências, e tudo junto é muito confuso. E o tempo despendido para desfazer os maus-entendidos nunca é bem administrado o suficiente. Resta a dúvida de que, algum dia, haverá algum entendimento.

No segundo caso, tempo “de menos”. Se planejou tempo de menos para dizer coisas que ainda não valem como informação, e que, por outro lado, serviram como carga emocional dirigida para o futuro. E o tempo presente trará a inquietação para aqueles que a acolherem como uma boa companhia, pois desmanchar os entendimentos atuais em busca de novos nunca é fácil, ainda mais quando não somos nós quem o propomos.

Os dois casos na verdade são o mesmo, conseqüência dos contrastes entre diferentes ritmos, ou diferentes maneiras de organizar o tempo. Pois o tempo é ilusão criada por nós que produzimos nas linhas da memória e da percepção, e o único tempo real é o inidentificável e intenso agora.

A quebra da ilusão produz vertigem e, quando há boa vontade, movimento.

“Na gente, nas relações... Abre a subjetividade da gente. Quando a gente ta só no exterior, ta tudo bem, a gente ta tranqüilo. Na verdade, o conhecimento nasce muito disso, do incômodo. O incômodo nos faz... pensar. Procurar... coisas.”

Arnaldo Godoy, vereador de Minas Gerais, no documentário Janela da Alma (CARVALHO, Walter & JARDIM, João /Copacabana Filmes/ Brasil/ 2001)

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20090624


humor negro politicamente correto





Em São Paulo, principalmente, o problema dos balões à gás é questão de saúde pública...

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20090622


semana de formação nas escolas de Itaqui: combate às drogas




Fica até engraçado, eu falando sobre o assunto... Mas procurei aproveitar minhas "experiências de campo" produtivamente, trazendo a discussão para o campo social, ou seja, além da ladainha de que "drogado é doente ou marginal", e que abuso de drogas acontece somente à margem da lei. Verei se funciona.

Aqui está o texto que enviei para o jornal local Nossa Época.


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Drogas: um problema típico de nossa época

por Giovani Andreoli, psicólogo da Prefeitura Municipal de Itaqui


“Droga” é uma palavra e, portanto, possui várias interpretações. Infelizmente, esquecemos que “droga” é uma palavra, e agimos como se fosse uma “coisa”, uma matéria, uma substância. Quando esquecemos isto, atrapalhamos o combate aos prejuízos que muitas drogas nos trazem.

Em geral, entendemos que “droga é toda substância química, natural ou sintética, que modifica funções do organismo quando ingerida”. Podemos classificá-las em “estimulantes”, “depressores” e “perturbadores das atividades mentais”, incluídos os analgésicos, estimulantes, alucinógenos, entorpecentes, tranqüilizantes, barbitúricos. Hoje em dia, esta palavra também está associada à idéia de “substância proibida”, de uso ilegal e nocivo, que prejudica rendimento, sensações, humor e comportamento de um sujeito.

Na verdade, existem muitas drogas que são legalizadas, como álcool, cigarro de tabaco e inúmeros medicamentos que podemos encontrar nas farmácias (também chamadas “drogarias”). Podemos pensar ainda que esta definição, “substância química que altera o organismo”, se aplica a todos os tipos de alimentos e ao próprio ar que respiramos! Como exemplo muito concreto, temos o uso abusivo dos antibióticos por grande parte da população; este consumo compulsivo provoca o surgimento de superbactérias, dificílimas de serem combatidas – e algumas delas, inclusive, habitam o ar que respiramos. Além disso, alterações no organismo podem ser provocadas por outros meios (estímulos sensoriais, por exemplo), às vezes tão poderosos quanto substâncias químicas. O exemplo mais conhecido é a TV, cuja incidência exagerada pode provocar alterações neurológicas, sem falar no sedentarismo (efeitos químicos no organismo).

Milton Santos, filósofo baiano já falecido, afirmou certa vez que o fundamentalismo de hoje é o consumismo. Este é o centro dos problemas em nossa cultura. O que faz a “droga” algo maligno? É o modo como a utilizamos. O abuso da substância, seja alimento ou remédio, seja ilegal ou comprado com nota fiscal, é a verdadeira “droga”. E vivemos em uma cultura do consumo abusivo, chamada a “sociedade do consumo”.

Como no exemplo do abuso do álcool, o que temos ouvido sobre a “lei seca”, em noticiários? Que a fiscalização é necessária, pois ajuda as pessoas a “se educarem”. Então, a único caminho da Educação é o policiamento, campo de saber e prática do Direito? A Escola se tornará cada vez mais um apêndice do Judiciário? E as pessoas “se educam” a si mesmas? Ou são educadas desde a infância?

Caso queiramos realmente resolver esta questão, devemos parar de criminalizar apenas alguns tipos de consumos compulsivos (como o do álcool e do crack) e começar a criticar todos os tipos de consumo compulsivo dos quais somos vítimas (como a TV e os medicamentos, por exemplo). Este é um problema típico de nossa época.

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20090619


ecos do inferno(*)



Estranhamente, a “mídia aberta” nunca mais tocou neste assunto... Temos apenas alguns fracos ecos daquilo que outrora foi estrondosa informação.
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03 de dezembro, 2007

http://pfdc.pgr.mpf.gov.br/clipping/dezembro/abuso-sexual-adolescente-tenta-comecar-vida-nova

"Há duas semanas, a garota de 16 anos que ficou presa com 27 homens numa delegacia em Abaetetuba começou uma vida nova. Desde que deixou o Pará, incluída no Programa Nacional de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte, da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, a jovem já passou por três cidades. (...) ela foi presa oito vezes e processada por tentativa de furto. 'Todos esses processos são irregulares', ressalta a presidente da Comissão de Direito Humanos da Ordem dos Advogados (OAB-PA), Mary Cohen."

22 de junho, 2008

http://www.orm.com.br/oliberal/interna/default.asp?modulo=247&codigo=350954

"Em fevereiro, a menor foi ouvida em depoimento e o conteúdo do chamado Termo de Informações prestado por ela à delegada Márcia Contente Barbosa, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, (...) O relato da jovem L. A. B. emociona. Uma história que mostra o quanto o Estado e suas instituições podem acabar com a esperança de um futuro simples. E criar o maior pesadelo que uma família pode viver.

O depoimento revela que a adolescente foi presa não apenas uma vez, mas sim três. A primeira, em 24 de junho de 2007, quando ficou presa com mais de 27 homens. A segunda, em 14 de setembro do mesmo ano. Nas duas vezes, o mesmo erro, a mesma negligência. A adolescente, mesmo informando que era menor de idade, foi mantida sob cárcere, sem direitos.

Outra declaração que choca é a confirmação ignorada pelo Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça do Estado (TJE), que inocentou e arquivou o processo administrativo contra a juíza Clarice Maria de Andrade, de Abaetetuba. Em pelo menos duas oportunidades, L. A. B. e a juíza estiveram frente a frente, e o destino da adolescente foi decidido, sim, pela magistrada."

11 de fevereiro, 2009

http://www.diariodeumjuiz.com/?p=1591

“O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou, na sessão plenária desta terça-feira (10/02), a abertura de processo administrativo disciplinar contra a juíza que determinou a prisão de uma menor no município de Abaetetuba (PA) em 2007. O Conselho revisou a decisão do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), que havia decidido pelo arquivamento de sindicância contra a juíza Clarice Maria de Andrade. (...) Apesar da recomendação da Corregedoria de Justiça do Pará pela abertura do Processo Disciplinar, o Tribunal do Estado decidiu, por 15 votos a 7, arquivar a sindicância. Dessa forma, não houve prosseguimento das investigações, o que impediu a responsabilização dos envolvidos na decisão.”

http://blogdoespacoaberto.blogspot.com/2009/02/cnj-reabre-processo-contra-juiza-do.html

“De acordo com o relatório do conselheiro Mairan Maia, ‘a decisão de não-instauração do processo administrativo disciplinar proferida em sessão Plenária do Tribunal de Justiça do Pará mostra-se, efetivamente, contrária a todas as evidências probatórias contidas na sindicância levada a termo pela Corregedoria das Comarcas do Interior do TJPA’.”

12 de março, 2009

http://pfdc.pgr.mpf.gov.br/clipping/marco-2009/aberto-inquerito-do-caso-abaetetuba

“Começa hoje a inquirição das testemunhas do processo (...) O depoimento da jovem, hoje com 17 anos, está marcado para o dia 13 de abril, em Belém. Para preservar a integridade da vítima, ela será ouvida em local fechado pela juíza Giovana Oliveira e pela promotora de Abaetetuba, Ana Carolina Gonçalves. (...) A juíza Maria Clarice de Andrade, que não detectou que a adolescente era menor de idade, a manteve a sua prisão como adulta, foi arrolada no processo apenas como testemunha. Mas, a promotora do município à época do crime, não foi incluída na lista nem das testemunhas. Por gozar de foro privilegiado por causa do cargo de juíza, Maria Clarice Andrade indicará o local e dia em que será ouvida como testemunha do caso.

A vítima continua no programa de proteção mantido pelo Ministério da Justiça e virá à capital paraense, exclusivamente, para prestar mais um depoimento.

No dia seguinte ao depoimento da adolescente, 14 de abril, será a vez dos seus familiares, mãe, pai e madrasta serem ouvidos pela Justiça. (...)A denúncia foi realizada em junho de 2008, sete meses após o crime. No mês seguinte, começaram os depoimentos dos réus. Todos os 12 réus do processo já prestaram depoimento em juízo. A promotora explica, que após o período de inquirição das testemunhas, onde devem ser produzidas todas as provas do processo, defesa e acusação devem preparar as alegações finais do processo e entregar à juíza para que seja divulgada a sentença do caso. A própria juíza deverá julgar o processo, já que somente em casos de homicídio ou tentativa de homicídio os julgamentos são realizados pelo tribunal do júri.”

22 de maio, 2009

http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/tag/abaetetuba

“’Ela deixou a cidade, acho que está protegida pelo governo’, disse (...) conhece o caso, mas ignora o paradeiro da garota que tinha 15 anos, media 1m50 e pesava 38 quilos quando o pesadelo aconteceu. (...) ‘Ela entrou no programa de proteção a testemunhas’ (...) Como ensinam os filmes policiais americanos, quem entra num programa do gênero desaparece sem deixar rastros.

Essa é a única semelhança entre os programas de proteção a testemunhas brasileiros e o que o cinema mostra ? e efetivamente acontece em países sérios. Não é o caso do Brasil. Se o administrado pelo governo federal é uma caricatura bisonha do modelo adotado nos Estados Unidos, os similares estaduais são uma paródia cruel. O caso da menina que há um ano e meio frequentou o noticiário com as iniciais L.A.B. é dramaticamente exemplar. A Justiça e a polícia do Pará não conseguiram impedir que ficasse quatro semanas submetida à rotina de estupros e torturas. É improvável que consigam garantir-lhe proteção agora. L. decerto entrou na relação de testemunhas para ficar calada: o único crime que testemunhou foi o que fez dela a vítima. E nenhuma autoridade paraense aprecia a idéia de ouvi-la contando, com a própria voz, como foi a temporada no coração das trevas.

E então vieram as providências de praxe. O Ministério Público do Pará denunciou por lesão corporal, ameaça, estupro e tortura cinco delegados, dois investigadores, três carcereiros e dois presos. A denúncia deu em nada. O Tribunal de Justiça do Pará decidiu que o comportamento da juíza Clarice não merecia qualquer reparo. A governadora Ana Júlia Carepa anunciou o afastamento das autoridades diretamente envolvidas. Todas voltaram ao local do emprego quando a poeira baixou. Depois de admitir que outras cadeias do Pará serviam de cenário para o mesmo espetáculo da promiscuidade, Ana Júlia baixou um decreto proibindo que homens e mulheres dividam a mesma cela. Alguém deveria ter-lhe dito que isso é proibido há muito tempo. E sugerido que garantisse o cumprimento dos códigos em vigor no Estado que governa.”

04 de junho, 2009

http://jornale.com.br/simon/?p=1002

“O que é o CNJ

Sua criação é recente, data de 31 de dezembro de 2004. E sua instalação ocorreu em 14 de junho de 2005. Presidido atualmente pelo Ministro Gilmar Mendes, indicado pelo Supremo Tribunal Federal, possui 15 conselheiros, aprovados pelo Senado e então nomeados pelo Presidente da República.

O CNJ está situado no Anexo I do STF, e suas principais competências estão estabelecidas no artigo 103-B da Constituição, e regulamentadas em seu próprio regimento interno.

• Zelar pela autonomia do Poder Judiciário e pelo cumprimento do Estatuto da Magistratura, expedindo atos normativos e recomendações;
• Definir o planejamento estratégico, os planos de metas e os programas de avaliação institucional do Poder Judiciário;
• Receber reclamações contra membros ou órgãos do Judiciário, inclusive contra seus serviços auxiliares, serventias e órgãos prestadores de serviços notariais e de registro que atuem por delegação do poder público ou oficializados;
• Julgar processos disciplinares, assegurada ampla defesa, podendo determinar a remoção, a disponibilidade ou a aposentadoria com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço, e aplicar outras sanções administrativas;
• Elaborar e publicar semestralmente relatório estatístico sobre movimentação processual e outros indicadores pertinentes à atividade jurisdicional em todo o país.”

http://www.jusbrasil.com.br/noticias/22470/cnj-analisa-caso-da-juiza-de-abaetetuba-pa

11 de junho, 2009

“O relator do pedido, conselheiro Altino Pedrozo, cobrou explicações do Tribunal desde que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu rever a decisão, em atendimento ao pedido de instauração de revisão disciplinar feito pelo Corregedor Nacional de Justiça, ministro Cesar Asfor Rocha, na sessão plenária do CNJ em 8 de abril último. Falta ouvir a Corregedoria-Geral do TJPA antes de encaminhar o relatório para julgamento por parte do plenário do Conselho, o que pode ocorrer até julho. (...) A Corregedoria de Justiça das Comarcas do Interior no estado do Pará decidiu aplicar a pena de suspensão por 90 dias aos servidores Graciliano Chaves da Mota e Lourdes de Fátima Rodrigues Barbagelata, ambos da Comarca do município de Abaetetuba, com prejuízos de seus vencimentos, exceto o salário-família.

Os servidores Graciliano da Mota e Lourdes Barbagelata, que exercem, respectivamente, as funções de diretor de Secretaria da 3ª Vara Penal de Abaetetuba e secretária do Fórum de cidade, receberam a pena de suspensão por cometimento de falta grave. Foi considerada a alteração na data de ofício encaminhado da 3ª Vara Penal de Abaetetuba para a Corregedoria do Interior (...)”


(*) inferno = aspecto inacreditavelmente hediondo da natureza humana que supera mesmo temíveis mitologias e alegorias religiosas

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20090616


Volta

Voltando do ostracismo
Agora em um devir cinemaker
http://www.youtube.com/watch?v=XX-8y1ugdhI


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20090615


ausentes, intermitentes... aos entes entre mim viventes


OU

Sobre o Amor...



por Giovani Andreoli



O impacto me veio de súbito, como vem o Amor

Que se agacha, ressabiado, visto a fama de seu nome

E disse, este impacto, que não vive na ausência, o Amor

Nem vive no cheiro bom, que tanto dele consome



Amor não está nos olhares, nem nos devaneios e canções

Por onde são, muitas vezes, filtradas intemperanças

Amor não está no corpo, nem mesmo nas emoções

Como não vive nos pertences, e tampouco nas lembranças



Emerge o Amor não em qualquer lugar... nenhum querer lugar... nem lugar algum

Nenhum lugar é seguro o bastante, nenhum tempo é confiável demais

Vestido o Amor de mais mistério, não por pudor, ou por pretensão de ser um

Seu vislumbre basta, e ali cai o martelo, sobre a forja dos fastos vicerais



Quando em Amor, se quer tudo doar... tudo dar... tudo do ar

E igualmente se mancham todos por uma estranha dor do relento

Quanto o ar preenche os pulmões, ilumina os olhos, ascende o pensar

Pois Amor está nestas partes todas, e em tantas outras do sentimento


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20090606


The times they are a-changin' (Bob Dylan)


[ = - ) ]



The times they are a changin'
(Bob Dylan)

Come gather 'round people
Wherever you roam
And admit that the waters
Around you have grown
And accept it that soon
You'll be drenched to the bone.
If your time to you
Is worth savin'
Then you better start swimmin'
Or you'll sink like a stone
For the times they are a changin'.

Come writers and critics
Who prophesize with your pen
And keep your eyes wide
The chance won't come again
And don't speak too soon
For the wheel's still in spin
And there's no tellin' who
That it's namin'.
For the loser now
Will be later to win
For the times they are a changin'.

Come senators, congressmen
Please heed the call
Don't stand in the doorway
Don't block up the hall
For he that gets hurt
Will be he who has stalled
There's a battle outside
And it is ragin'.
It'll soon shake your windows
And rattle your walls
For the times they are a changin'.

Come mothers and fathers
Throughout the land
And don't criticize
What you can't understand
Your sons and your daughters
Are beyond your command
Your old road is
Rapidly agin'.
Please get out of the new one
If you can't lend your hand
For the times they are a changin'.

The line it is drawn
The curse it is cast
The slow one now
Will later be fast
As the present now
Will later be past
The order is
Rapidly fadin'.
And the first one now
Will later be last
For the times they are a changin'.

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b’log Oniros - Vida Desperta: contínua comunicação experimental, mosaico de registros imprecisos por alguns trajetos...